quarta-feira, 27 de abril de 2011

Biografia de FERNANDA TORRES



Fernanda Pinheiro Monteiro Torres nasceu em 15 de setembro de 1965, no Rio de Janeiro.


filha do casal de atores Fernando Torres e Fernanda Montenegro, aos 13 anos, entrou para o Tablado. Sua primeira atuação nos palcos foi em 1978, na peça Um Tango Argentino, de Maria Clara Machado. Em 1979, estreou na televisão no programa Nossa Cidade, da TVE, dirigida por Sérgio Britto. No mesmo ano, fez sua estréia, na TV Globo, na série Aplauso, no episódio Queridos, Fantásticos Sábados, sob direção de Domingos Oliveira.

A estréia em novelas aconteceu em 1981, aos 15 anos, quando viveu a personagem Fauna Rosa França em 30 capítulos de Baila comigo, de Manoel Carlos. Também nesse ano, interpretou Marília Ribeiro na novela Brilhante, de Gilberto Braga. Em seguida, assumiu o papel de Daisy Cantomaia em Eu Prometo (1983), de Janete Clair. Até que, em 1986, foi chamada para viver a protagonista Simone Marques no remake de Selva de Pedra, uma das telenovelas de Janete Clair de maior sucesso nos anos 1970.

Ainda nos anos 1980, trabalhou na minissérie Parabéns Pra Você, de Bráulio Pedroso, sendo dirigida por Dennis Carvalho e Marcos Paulo; no Caso Especial O Fantasma de Canterville, uma adaptação do conto homônimo de Oscar Wilde, dirigida por Antônio Pedro; e no musical Concertos para a Juventude, dividindo a apresentação com o ator Paulo Guarnieri. O programa foi apontado pela Unesco como modelo para a divulgação da música clássica.

Com exceção da minissérie Luna Caliente (1999) – adaptação do romance do argentino Mempo Giardinelli, dirigida por Jorge Furtado – todos os trabalhos de Fernanda Torres na TV, a partir dos anos 1990, foram pautados pelo humor. A atriz atuou em cinco episódios de A Comédia da Vida Privada, em textos de Guel Arraes e Jorge Furtado; contracenou com Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Débora Bloch e Denise Fraga no humorístico Vida ao Vivo Show; e, de 2001 a 2003, protagonizou com Luiz Fernando Guimarães a série Os Normais, que mostrava com humor e inovação de linguagem as situações cotidianas vividas pelo casal Rui e Vani.

Os Normais – escrito por Alexandre Machado e Fernanda Young, com direção de José Alvarenga Jr. – virou cult e levou muitos fãs a não saírem de casa nas noites de sexta-feira antes do término do programa. Não só as cenas e os diálogos dos personagens, mas também as calcinhas e sutiãs usados por Fernanda Torres conquistaram o público. O sucesso da série rendeu, ainda, o longa Os Normais – O Filme, produção da Globo Filmes realizada em HDTV, que foi praticamente todo filmado na Central Globo de Produção (Projac).

Em 2008, grávida de seu segundo filho com o marido Andrucha Waddington, estrelou com Evandro Mesquita o quadro Sexo Oposto, exibido no Fantástico.

Sua estréia no cinema foi aos dezessete anos, em 1983, com o filme Inocência, baseado na obra do Visconde de Taunay e dirigido por Walter Lima Jr. Ainda no cinema, esteve em A Marvada Carne (1985), de André Klotzel, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado.

Entre os 24 filmes em que trabalhou – incluindo um curta-metragem e a participação no roteiro de Redentor (2004), dirigido por seu irmão, Cláudio Torres – destacam-se Eu Sei Que Vou Te Amar (1986), de Arnaldo Jabor, com o qual foi eleita melhor atriz nos Festivais de Cinema de Cannes e de Cuba; Com Licença, Eu Vou à Luta (1986) – melhor atriz no Festival de Cinema de Nantes (França) e indicação especial no Festival de Locarno (Suíça); One man´s war (A Guerra de um Homem, 1991), de Sergio Toledo, com Anthony Hopkins e Norma Aleandro; Terra estrangeira (1996), de Walter Salles Jr. e Daniela Thomas; O que é isso, companheiro? (1997) – filme de Bruno Barreto que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1998; Gêmeas (1999) e Casa de Areia (2005), ambos dirigidos por Andrucha Waddington, seu marido desde 1997 e pai de seus filhos, Joaquim nascido em 2000, e Antonio, nascido em 10 de Abril de 2008.

Já viveu com o jornalista e apresentador de TV Pedro Bial e também foi casada com o diretor de teatro Gerald Thomas.

No teatro, atuou em mais de uma dezena de peças, tendo recebido muitos elogios por trabalhos como Orlando (1989), de Bia Lessa; Da Gaivota (1998), de Daniela Thomas; Duas Mulheres e um Cadáver (2000), de Aderbal Freire Filho; 5 x Comédia, de Hamilton Vaz Pereira. Foi a primeira atriz da Companhia de Ópera Seca, fundada por Gerald Thomas, tendo atuado em três peças, entre elas The Flash and Crash Days (1991) - dividindo o palco com sua mãe - que foi apresentada em turnê nos Estados Unidos e em países europeus. De 2003 a 2008, fez sucesso com o monólogo A Casa dos Budas Ditosos, texto de João Ubaldo Ribeiro que ganhou direção de Domingos Oliveira. Pela atuação, recebeu dois prêmios de melhor atriz: o Qualidade Brasil – SP, na categoria Comédia, e o Shell de 2004.

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